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Yeah Cast #3 com Alexandre Nickel (Tópaz): a música por si só é ineficiente

Para quem não acompanhou os episódios anteriores, o New Yeah agora tem um podcast que está investigando a forma como os artistas independentes atuam no streaming e no ambiente digital como um todo, focando em destrinchar casos de quem se deu bem com essa história. No terceiro episódio da série, o nosso entrevistador Afonso de Lima conversa com o Alexandre Nickel, da Tópaz. O entrevistado fundou a banda há mais de 10 anos e, junto com os seus parceiros, sempre se destacou pelo aparato de comunicação que montou ao redor da sua música. Para eles, o fonograma, o áudio que saía do estúdio, virava mp3 e depois rodava por aí, sempre foi só uma parte de um todo muito mais complexo do que isso. Essa noção precoce – hoje já bastante discutida – fez com que a Tópaz tivesse algumas ideias antes de quase todo mundo.

Antes mesmo do streaming ser discutido com afinco, a Tópaz já oferecia a sua música para download gratuito e apostava nisso para ganhar alcance orgânico (nessa época, o próprio termo “alcance orgânico” ainda parecia nome de disciplina do curso de engenharia agrícola). Hoje, falamos de crowdfunding e destacamos a capacidade do fã de intervir efetivamente no futuro de uma banda; em 2008, a Tópaz já geria uma comunidade com milhares de pessoas no extinto Orkut, planejava e gravava clipes com a ajuda dos fãs, colocando estes fãs à frente das câmeras muitas vezes, chacoalhando um meio da música ainda muito marcado pela existência de pedestais na relação artista/público. Foi desse jeito que a Tópaz construiu uma base sólida de fãs que lhe permitiu circular.

Depois de beliscar o mainstream catapultada pelo barulho que causou, a banda viveu um hiato por conta de problemas de ordem maior, mas, mesmo durante a parada, continuou acumulando plays nas plataformas digitais. Ficou evidente neste período de baixa que a tal base de fãs era sólida mesmo. Ficou provado que algo de muito especial havia se construído em torno do grupo, que já se reergueu e voltou à ativa. Hoje, a Tópaz ainda tem muito o que fazer, mas é inegável que já construiu muita coisa e que tem autoridade para dar alguns conselhos válidos. Mas o que pode ser extraído deles além do título alarmante dado ao episódio? Convidamos você mesmo a descobrir enquanto escuta os próximos 41 minutos de conversa.