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Bolo Fofo: conectando o país à produção indie do sul

Há alguns anos que a Lezma Records realiza eventos que movimentam as noites da região metropolitana de Porto Alegre. Em parceria com outros produtores locais, o selo tem mantido viva a vocação independente do sul do país, mas também tem notado que, mesmo em épocas onde a internet promete romper barreiras e misturar todo tipo de gente, Porto Alegre ainda está longe demais das capitais e pouco conectada ao itinerário independente brasileiro como um todo. Autossuficiente, subtropical e isolada como de alguma forma sempre foi. A primeira edição do Festival Bolo Fofo, organizado pelo selo, surge como tentativa de criar uma rotina nacional na noite gaúcha, fortalecendo uma conexão que ainda é muito limitada entre os grandes centros culturais do país e a capital cortada pelo Paralelo 30.

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Segundo Leonardo Serafini, um dos responsáveis pelo evento e também guitarrista da banda Supervão, o Bolo Fofo é ainda um experimento, mas pretende conectar diversos elos da cultura independente utilizando a música autoral como fio condutor. Leo também reforça a importância de usar esse espaço como uma forma de demarcar território, fomentar Porto Alegre como um ambiente que abraça os seus criadores locais e, simultaneamente, criar ambiência para que mais artistas, de outras partes do país, sintam Porto Alegre como um polo importante de passagem obrigatória.

Além das bandas confirmadas, a primeira edição do projeto ainda conta com a participação da artista visual Ana Paula da Cunha, da iniciativa colaborativa e audiovisual de empoderamento de mulheres na música We Are Not With The Band, do coletivo de fotografia e vídeo Olho Viral, da culinária vegana da AG Barazen e do blog New Yeah.

Lineup

Falando do som, a edição experimental traz um lineup compacto, mas cheio de apostas interessantes da cena independente nacional. Bandas que, como o próprio Leonardo comentou, representam, cada qual à sua forma, a produção atual no Brasil.

Do Rio Grande do Sul, a Supervão se prepara para lançar o seu mais novo EP, o registro chamado TMJNT. Na nova fase, a banda experimenta ainda mais as ambiências e traz um lado mais introspectivo e soturno do que aquilo que foi visto no seu EP de estreia.

A Musa Híbrida, que vem da região de Pelotas, segue divulgando o seu último lançamento, Respirei o Poema Cuspi. Uma mistura de Caetano com Radiohead, fazendo a métrica da MPB caminhar ao lado dos beats e dos synths, quase como uma digitalização de vários elementos analógicos bem familiares para quem consome a música feita por aqui.

Vinda do Espírito Santo, a My Magical Glowing Lens lançou recentemente o seu  disco de estreia pelo selo gaúcho Honey Bomb Records. Com uma sonoridade muito característica e imersa até o último fio de cabelo na psicodelia setentista, o lançamento veio a público pelo site da Revista Rolling Stone e deve anteceder um giro nacional do grupo que, pela primeira vez, passará pela capital gaúcha.

Em resumo, a noite do dia 1º de junho abre caminho para mais um projeto do mutante conglomerado de artistas da região metropolitana da capital do estado mais ao sul do Brasil. Uma iniciativa colaborativa e totalmente aberta, para que aquilo de mais novo que está sendo feito no país possa ter um lugar físico de encontro também longe do tradicional eixo.

Para saber mais sobre o evento, você pode clicar aqui, e para garantir o seu ingresso antecipado basta acessar o link do Mais Shows.